Enxaqueca: sintomas, causas e tratamentos mais eficazes

Entenda como diferenciar esquecimentos comuns do início do Alzheimer e quando é importante procurar avaliação neurológica.

Esquecer onde colocou a chave ou o nome de uma pessoa é algo comum no dia a dia corrido que vivemos. Porém, quando os esquecimentos se tornam frequentes, afetam a rotina e preocupam familiares, é hora de investigar.

O desafio está em distinguir entre lapsos de memória normais — ligados ao estresse e ao envelhecimento natural — e os primeiros sinais de doenças neurodegenerativas, como o Alzheimer.

Neste artigo, explico como fazer essa diferenciação de forma prática e segura.

O que é considerado um esquecimento normal?

Com a rotina estressante, o excesso de estímulos e a sobrecarga de tarefas, é natural que ocorram esquecimentos ocasionais.

Características do esquecimento benigno:

  • Ocorre principalmente em períodos de estresse, ansiedade ou cansaço.
  • É relacionado a detalhes pouco relevantes (ex: onde estacionou o carro).
  • A pessoa lembra espontaneamente depois de algum tempo ou com uma dica.
  • Não interfere nas atividades diárias ou na independência pessoal.

Esse tipo de esquecimento é benigno e não indica doença.

Quando o esquecimento vira sinal de alerta?

Existem sinais que apontam para algo mais sério do que apenas distração:

  • Repetir perguntas várias vezes, sem lembrar que já perguntou.
  • Esquecer informações importantes, como compromissos ou eventos familiares.
  • Dificuldade para planejar ou executar tarefas rotineiras (fazer compras, pagar contas).
  • Perder-se em caminhos familiares.
  • Guardar objetos em locais inusitados, como colocar chaves dentro da geladeira.
  • Mudanças de comportamento e humor sem motivo aparente.

Esses sinais podem indicar uma alteração neurológica e devem ser investigados.

Quais doenças podem causar esquecimentos?

Embora o Alzheimer seja a principal preocupação, outras condições também podem afetar a memória:

-Comprometimento cognitivo leve: estágio intermediário entre o envelhecimento normal e o Alzheimer.

-Depressão: pode simular perda de memória (pseudodemência depressiva).

-Déficit de vitamina B12 e ácido fólico.

-Distúrbios da tireoide (hipotireoidismo).

-Uso de medicações que alteram o estado de atenção.

Por isso, uma avaliação médica completa é essencial para diferenciar as causas.

Como é feito o diagnóstico?

O diagnóstico precoce é a chave para melhores resultados. Na avaliação neurológica, investigamos:

  • Histórico clínico detalhado, incluindo histórico familiar.
  • Exame físico e neurológico completo.
  • Aplicação de testes cognitivos específicos.
  • Quando necessário, exames de sangue, ressonância magnética cerebral e, em casos especiais, líquor.

O objetivo é confirmar ou excluir doenças neurodegenerativas e iniciar o tratamento adequado.

Tratamento e acompanhamento

Quando se confirma o diagnóstico de Alzheimer ou outro distúrbio, é possível:

  • Iniciar medicamentos que retardam a progressão da doença.
  • Realizar terapia cognitiva para estimulação da memória.
  • Trabalhar estratégias de reabilitação e suporte familiar.
  • Promover mudanças no estilo de vida: alimentação saudável, exercício físico e estímulos mentais.

Cada ação precoce impacta diretamente na preservação da autonomia e qualidade de vida.

Conclusão

Esquecimentos ocasionais são parte da vida moderna.

Porém, se a perda de memória interfere nas atividades diárias ou preocupa quem convive, não deve ser ignorada.

Avaliar precocemente com um neurologista é essencial para identificar a causa real e agir de forma segura e estratégica.

Percebeu esquecimentos frequentes em você ou em alguém próximo?
Não deixe dúvidas comprometerem a saúde neurológica.


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