Convulsões: o que fazer durante uma crise e como é o tratamento

Saiba como agir durante uma crise convulsiva e conheça os tratamentos mais eficazes para convulsões e epilepsia.

Presenciar uma crise convulsiva pode ser uma experiência assustadora para quem está por perto.

 No entanto, saber como agir durante a crise pode salvar vidas e evitar complicações.

As convulsões podem ter várias causas e nem sempre indicam epilepsia. O acompanhamento neurológico especializado é essencial para identificar a origem das crises e indicar o tratamento adequado.

Neste artigo, explico como reconhecer uma convulsão, o que fazer durante uma crise e como funciona o tratamento.

O que é uma convulsão?

Uma convulsão é resultado de uma descarga elétrica anormal no cérebro, que causa manifestações motoras, sensoriais ou cognitivas transitórias.

As convulsões podem variar desde episódios discretos, como uma sensação estranha, até crises generalizadas com perda de consciência e movimentos bruscos.

Quais são as causas mais comuns de convulsões?

  • Epilepsia
  • Traumatismo craniano
  • Infecções do sistema nervoso central (meningite, encefalite)
  • Tumores cerebrais
  • Acidente vascular cerebral (AVC)
  • Distúrbios metabólicos (hipoglicemia, desequilíbrios eletrolíticos)
  • Abstinência alcoólica
  • Febre alta em crianças pequenas (convulsão febril)

Como reconhecer uma crise convulsiva?

Os sinais variam de acordo com o tipo de convulsão, mas podem incluir:

  • Perda súbita da consciência
  • Queda ao solo
  • Contrações musculares rítmicas (movimentos de braços e pernas)
  • Mordedura da língua
  • Salivação intensa ou espuma pela boca
  • Olhar fixo ou desviado
  • Respiração ruidosa após a crise
  • Confusão mental e sonolência após o episódio

O que fazer durante uma crise convulsiva?

  1. Mantenha a calma.
     O pânico só atrapalha o socorro.
  2. Proteja a pessoa.
    1. Deite-a no chão em local seguro.
    1. Afaste objetos que possam machucá-la.
    1. Coloque um objeto macio (como uma roupa dobrada) sob a cabeça.
  3. Deite a pessoa de lado.
     Essa posição ajuda a evitar aspiração de saliva ou vômito.
  4. Não tente conter os movimentos.
     Deixe a crise seguir seu curso natural.
  5. Não coloque nada na boca da pessoa.
     Isso não evita mordedura da língua e pode provocar asfixia.
  6. Cronometre a duração da crise.
    1. Se durar mais de 5 minutos, procure atendimento de emergência.
  7. Após a crise:
    1. Permita que a pessoa se recupere.
    1. Ela pode estar confusa e sonolenta por alguns minutos.

Quando chamar o SAMU ou procurar o pronto-socorro?

  • Crise convulsiva que dura mais de 5 minutos
  • Várias crises em sequência sem recuperação entre elas (estado de mal epiléptico)
  • Primeira crise da vida
  • Trauma grave durante a queda
  • Dificuldade para respirar após a crise

Como é feito o diagnóstico de convulsões?

Após uma crise, é fundamental investigar a causa.



 O neurologista pode solicitar:

  • Eletroencefalograma (EEG)
  • Ressonância magnética do crânio
  • Exames de sangue para detectar distúrbios metabólicos ou infecciosos

O diagnóstico correto é crucial para direcionar o tratamento.

Tratamentos para convulsões e epilepsia

O tratamento depende da causa identificada.


Quando a epilepsia é diagnosticada, as opções incluem:

  • Medicações anticonvulsivantes:
     Como carbamazepina, fenitoína, ácido valpróico, levetiracetam.
  • Mudanças de estilo de vida:
     Controle do sono, manejo do estresse, alimentação adequada.
  • Cirurgia em casos refratários:
     Para epilepsias localizadas que não respondem ao tratamento clínico.
  • Terapias complementares:
     Como dieta cetogênica em alguns tipos de epilepsia infantil.

O neurologista ajusta o tratamento conforme a resposta de cada paciente.

Conclusão

Saber como agir durante uma crise convulsiva é essencial para proteger a pessoa afetada e evitar complicações.

O acompanhamento neurológico especializado permite diagnosticar a causa das convulsões e iniciar o tratamento adequado, proporcionando qualidade de vida e segurança ao paciente.

Presenciou uma crise convulsiva ou sofreu um episódio recente?
Não espere uma nova crise acontecer. Agende sua avaliação neurológica e tenha um plano de cuidado completo.


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